DO SOMETHING
Hoje, 17 de maio eu acho, subi para o pueirinha indecisa se estudo ou não para a porra do IBGE, maldito concurso, já não basta o clip do Sideral, e ainda ter que estudar para essa merda de concurso.
Macy me diz: get up, get up, do something, don’t let the days of your life pass you by.
Penso o quanto a música é maravilhosa, quanto maravilhosa é Macy, e dá vontade até de chorar, de saber que a esperança vem do saco de plástico voador do filme Beleza americana.
Do saco banalizado do filme banalizado que quer dizer isto, isto de dentro que é a primeira virtude e que deveríamos cultivar: a humildade.
Outro dia falava com um amigo meu que a adolescência pra mim tinha acabado, num dia em Viçosa, que doida e conversando com alguém sentados no sofá, sentados porque no sofá estávamos eu e ele, meu amigo que falava e eu olhava, até que com os olhos (ou com a mente, sei lá) consegui ter uma noção física da minha distância para o sofá.
Consegui perceber distância.
Conseguindo com isso ter uma noção de que o sofá existe se eu existir, ou não.
E foi assim que percebi que se tacassem fogo no sofá e em mim, tudo ia queimar do mesmo jeito, e as leis da física servem todas tanto pra mim quanto pra tudo, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço e etc.
E o mundo passou então a rodar e ter pensamentos sozinho, sem a minha permissão.
O MUNDO SE BANDEOU PRA OUTRO LADO.
Ele saiu de dentro de minha cabeça e passou a ser maior, maior, e foi ficando cada vez pior.
Até que agora, escutando a Macy, percebo que viver é isso mesmo:
DICIONÁRIO DANIELA MARIA DE HOLANDA
- VIVER – viver é uma aula de aeróbica de alto impacto, que dura 24 horas por dia, todos os dias do ano, todos os anos de sua vida.
- MORRER – é quando a pessoa pára de ir à aula.

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